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Por Karina Costa, http://estilo.br.msn.com/tempodemulher

Fawzia Koofi: liderança no Parlamento Afegão e candidata à presidência

Mesmo sob ameaças e tentativas de assassinato, a ativista luta pelos direitos das mulheres e crianças afegãs


Foto: Reprodução/www.fawziakoofi.org

Foto: Reprodução/www.fawziakoofi.org

Por KARINA COSTA

Atualmente, o Parlamento do Afeganistão é ocupado por 27% de mulheres. Entre elas, Fawzia Koofi, primeira a conquistar o cargo de vice-presidente da Assembleia Nacional. Já em seu segundo mandato, a política afegã pretende quebrar mais paradigmas: em 2014, será candidata à presidência de seu país.

A afegã nasceu na década de 70 numa família que seguia à risca as tradições de seu país. Os direitos das mulheres não eram prioridade em sua casa e, de acordo com a cultura, dar à luz meninas é motivo de frustração entre algumas famílias afegãs, fazendo delas condenadas à morte logo ao nascerem. Fawzia foi a primeira, entre as garotas de sua família, a frequentar a escola e, portanto, motivo de críticas entre os homens da casa. Mesmo com o país em guerra e com a resistência entre os seus contra suas atitudes, conseguiu concluir o Ensino Médio. Mais tarde, quando conquistou uma vaga na faculdade de Medicina, passou a ser vista de uma forma diferente em sua comunidade que fica na Província de Badakhchan, zona agrícola e pobre ao noroeste do país.

Mas, em 1996, quando o Talibã assumiu o poder, todas as mulheres ficaram privadas do acesso à educação. Até a invasão dos Estados Unidos no país, em 2001, ela relata em entrevista recente à BBC que praticamente “via a vida por meio da janela da minha sala, e a única coisa que podia fazer era visitar o túmulo da minha mãe”. Com a queda do grupo político, a afegã pode voltar aos estudos e passou a atuar em prol daquelas que, assim como ela, ficaram ainda mais vulneráveis. Integrou organizações de proteção à mulher e passou a colaborar com a Unicef. A experiência de vida e com os projetos sociais, a família, ja que seu pai era envolvido com política, a levaram naturalmente para o compromisso com seu povo, segundo afirma à publicação.

Em 2005, Fawzia se tornou membro do primeiro Parlamento eleito desde 1969 no Afeganistão, disputando a vaga de deputada para representar a Província de Badakhchan com o próprio irmão. No Parlamento Afegão, ela defende os direitos humanos, especialmente das mulheres e das crianças. Um estudo divulgado em 2010 feito na Universidade de Washington em Seattle, nos Estados Unidos, constatou que o Afeganistão foi o que apresentou a taxa de mortalidade materna mais alta - 1.575 para cada 100 mil bebês nascidos vivos. 

Disposta a ajudar seu povo, Fawzia quer chegar a ser a primeira presidente mulher de seu país e já se prepara para as eleições de 2014. O Talibã também já se organiza para as próximas eleições, segundo a parlamentar, e a vitória do grupo político significaria um retrocesso do direitos já conquistados por muitas mulheres. Fawzia segue confiante em sua luta, mesmo sofrendo ameaças e tentativas de assassinato. Colocar a própria vida em risco todos os dias, inclusive, a inspirou a escrever o livro “Às Minhas Filhas, com Amor”, reunião das cartas que enviou para as duas filhas com o receio e incerteza sobre sair e talvez não voltar mais para casa.

Com sua atuação política, a ativista foi escolhida a Jovem Líder Global pelo Fórum Econômico Mundial. A organização elege jovens de até 40 anos que se destacaram em suas carreiras por seu compromisso com a sociedade e potencial para influenciar o futuro.

Fawzia Koofi virá ao Brasil para falar de sua experiência no Parlamento do Afeganistão, entre outros assuntos, no 1º Fórum Mulheres Reais que Inspiram, criado pelo Tempo de Mulher e pela Cross Networking, evento que será realizado no dia 2 de julho das 9h às 18h, no Hotel Grand Hayatt, em São Paulo.

Como ela, duas outras ativistas conhecidas mundialmente desembarcam no país para contar suas histórias: Maman Marie Nzoli, fundadora e diretora do Coperma, organização não-governamental fundada em 1983 e que ajuda vítimas da guerra no Congo, eMina Ahadi, iraniana conhecida por mobilizar o mundo pelas redes sociais contra o apedrejamento de Sakineh, entre outros ilustres convidados.

E você, gostaria de deixar uma pergunta para a ativista Maman Marie? Escreva para pauta@tempodemulher.com.br Algumas perguntas serão selecionadas e respondidas durante o 1º Fórum Mulheres Reais que Inspiram. A resposta você confere aqui no site Tempo de Mulher.

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