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Por Karina Costa, http://estilo.br.msn.com/tempodemulher

Mina Ahadi: contra o apedrejamento e a favor da liberdade das mulheres

Mesmo exilada há 20 anos na Europa, a ativista luta pelos direitos humanos, especialmente pelas mulheres de seu país de origem, o Irã


Divulgação

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Por KARINA COSTA

A militância faz parte da vida da iraniana Mina Ahadi desde muito jovem. Aos 14, já tinha fundado um clube de discussões políticas. Quando universitária, desafiou o governo de seu país ao liderar uma manifestação contra o uso obrigatório do véu islâmico. Suas atitudes revolucionárias a obrigaram a sair de sua terra natal e viver sob proteção policial, mas nem isso a fez parar de batalhar pelos direitos humanos: ela é porta-voz do Comitê Internacional contra o Apedrejamento de Mulheres, coordenou a campanha para evitar as mortes das iranianas Sakineh Ashtiani e Nazanin Fateh, condenandas pelo crime de adultério, além de ter criado o Conselho de Ex-Muçulmanos, entidade de apoio aos querenunciaram à fé islâmica.

Mina tem 56 anos e há 30 recebeu uma sentença de morte. Pertencer a um grupo de esquerda e fazer oposição ao regime islâmico foram atitudes decisivas para que continuasse vivendo no Irã. No dia seguinte de sua participação em uma passeata contra o uso do “Hijab” (véu islâmico), em 1979, época da Revolução Iraniana, ela e todos os membros do movimento estudantil foram expulsos da universidade, onde ela cursava o último ano de Medicina e trabalhava no hospital da instituição. 

Mesmo perseguida, Mina permaneceu em seu país com o marido, que estudava Física. Ambos continuavam a lutar contra o regime até que a polícia fez uma batida em seu apartamento, o que resultou na execução de seu companheiro e de hóspedes do casal, vindos da região do Curdistão. A iraniana consegui fugir de Tabriz, capital do Irã, onde residia, e há 20 anos é exilada política na Europa, 14 deles na Alemanha, onde vive com seu segundo marido e duas filhas.

Viver sob ameaças não intimidam a revolução de Mina pelo direitos das mulheres. Ela fundou em 2001 o Comitê Internacional contra o Apedrejamento, e desde então salvou oito mulheres e três homens (condenados por serem homossexuais) da pena de morte. Conseguiu atenção mundial nos casos das iranianas Sakineh Ashtiani e Nazanin Fatehi, condenadas ao apedrejamento acusadas de terem cometido adultério. Hoje, as campanhas de Mina ecoam pelas redes sociais, em muitos casos com o apoio da mídia, ONGs e personalidades que batalham pelo direito das mulheres.

CONFIRA AQUI FOTOS SOBRE A HISTÓRIA DE MINA AHADI

A inspiração de Mina para lutar pela emancipação feminina foi a própria mãe. De acordo com a tradição de seu país, o filho mais velho deve assumir o papel de autoridade na falta do pai. O de Mina faleceu quando ela tinha 4 anos de idade mas, contrariando tal regra, a ativista foi criada por sua mãe, que também se recusou a casar novamente com um membro da família do marido, também como manda a tradição. O sentimento de liberdade despertado nela em suas visitas à casa do avô no Teerã, durante férias escolares, a motivaram a refletir sobre como a religião a privava de coisas simples. E é pela liberdade e emancipação das mulheres sua batalha, mesmo que sua própria vida esteja, na teoria, cerceada.

Mina Ahadi virá ao Brasil para falar de seu trabalho no Comitê Internacional contra o Apedrejamento de Mulheres no 1º Fórum Mulheres Reais que Inspiram, criado pelo Tempo de Mulher e pela Cross Networking, evento que será realizado no dia 2 de julho, das 9h às 18h, no Hotel Grand Hayatt em São Paulo. Como ela, duas outras ativistas conhecidas mundialmente desembarcam no país para contar suas histórias: Fawzia Koofi, política afegã que concorrerá à presidência do país islâmico e Maman Marie Nzoli, fundadora e diretora do Coperma, organização não-governamental fundada em 1983 e que ajuda vítimas da guerra no Congo, entre outros ilustres convidados.

E você, gostaria de deixar uma pergunta para a ativista Maman Marie? Escreva para pauta@tempodemulher.com.br Algumas perguntas serão selecionadas e respondidas durante o 1º Fórum Mulheres Reais que Inspiram. A resposta você confere aqui no site Tempo de Mulher.

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1Comentário
8/jul/2012 11:32
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É de mulheres assim que o mundo precisa. Elas são exemplos de luta,
fazem a história e mudam a história com suas ações. Parabéns!

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